• Crislaine Güetter

Cascavel vai adotar respiradores produzidos na região Oeste

Em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a busca por respiradores para auxiliar no atendimento a pacientes contaminados se tornou mundial. Com isso, quase não se encontra mais esse tipo de equipamento disponível no mercado.

Para driblar essa lacuna e oferecer o melhor atendimento de saúde possível à população, Cascavel mais uma vez sai na frente e inicia o processo para a adoção de respiradores protótipos produzidos na região Oeste, precisamente na cidade de Marechal Cândido Rondon.  “Estamos unidos em busca de soluções que possa salvar o maior número de  vidas possível”, diz o prefeito Leonaldo Paranhos.

Neste momento, o investimento não terá recursos do Município, uma vez que a Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) vai custear a compra dos insumos para a produção dos respiradores, demonstrando mais uma vez ser uma instituição parceira nas ações de combate ao coronavírus.

O equipamento, que tem a baliza do PTI (Parque Tecnológico da Itaipu), foi desenvolvido pela Indústria Schumacher, especializada em peças pneumáticas e hidráulicas. No entanto, a companhia ciente da necessidade de respiradores adaptou a linha de produção para a criação dessas máquinas que são tão necessárias na saúde nesse momento. 

Testes

O equipamento já foi testado clinicamente em animais e agora segue para testes em humanos e homologação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ele foi apresentado ao prefeito Leonaldo Paranhos, o secretário de Saúde Thiago Stefanello, ao promotor público da Saúde Angelo Mazzuchi e ao diretor da 10ª Regional de Saúde, João Avanci, no Ceonc.

Instensivista há 20 anos, o médico do Ceonc Paulo Marcelo Schiavetto, se disponibilizou a estar à frente dos testes em humanos. Na avaliação dele, a máquina criada na região Oeste cumpre seu papel e poderá salvar vidas. “É um equipamento para se utilizar em apenas situações emergenciais, quando uma vida poderá ser salva. O sistema de saúde pode entrar em colapso, sim, e se for o caso de não termos mais um equipamento de ventilação mecânica, esse respirador deverá ser utilizado”, pontua.

Por ser uma questão de excepcionalidade em razão da pandemia, o Ministério Público vai documentar a necessidade da utilização do equipamento protótipo frente às instituições de saúde responsáveis. No entanto, vale destacar, que a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) autoriza esse tipo de medida no atual cenário.

Para o secretário de Saúde, Thiago Stefanello, o equipamento poderá ser crucial, caso o vírus se propague pela cidade e todos os respiradores estejam sendo utilizados. “Numa situação de calamidade, onde todos os respiradores estejam ocupados no Município, esse respirador tem a funcionalidade de salvar vidas”, observa.







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